domingo, 20 de março de 2011

Os melhores filmes de todos os tempos - Primeira Parte (Por Carlos Romero)

1- Casablanca

2- Grand Hotel (1932)

3- Lista de Schindler 

4- A Felicidade Não Se Compra
  
5- All About Eve (A Malvada)
6- De Volta para o Futuro (A trilogia)

7- Laurence da Arabia

8- Três Homens em Conflito

9- Crônica de um Amor Louco

10- Um Estranho no Ninho

11- Faça a Coisa Certa

12- Matrix (A Trilogia)

13- Terra em Transe

14- Crepúsculo dos Deuses

15- Chaplin

16- O Poderoso Chefão

17- O Iluminado

18- Lost in Translation (Encontros e Desencontros)
 

19- Indiana Jones (Trilogia)

20- O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

21- A comilança

22- O Poderoso Chefão 2

23- Cinema Paradiso

24- Uma vida iluminada

25- 8 e 1/2

26- Apocalipse Now

27- A Era do Rádio

28- Jules And Jim

29- Snatch

30- Transpotting

31- Ladrões de Bicicleta

32- Pappilon

29- Meus Caros Amigos

30- A corrida do Ouro

31- Curtindo a Vida Adoidado

32- Durval Discos

33- Os Excêntricos Tenenbaum

34- Cão Andaluz

35- E La Nave Va

36- O Império do Sol

37- Festim Diabólico

38- Deus e o Diabo na Terra do Sol

39- Amores Brutos

40- Cães de Aluguel

41- Antes do pôr do sol

42- Cidadão Kane

43- Cidade de Deus

44- Os Sonhadores

45- Forrest Gump

 47- Monika e o Desejo

 48- A Lenda do Pianista do Mar

 49- O Clube da Luta

 50-Feitiço do Tempo
51-Gandhy

52- Os Intocáveis

53- Irreversível

54- Muito Além do Jardim

55- Laranja Mecânica

56- O Grande Gatsby

57- Janela Indiscreta

58- Lua de Fel

59- Uma Simples Formalidade

60- Taxi Driver

61- Touro Indomável

62- Sindicato dos Ladrões

63- Os Bons Companheiros

64- The Great Ziegfeld

65- Lavoura Arcaica

66- Show de Truman

67- E o Vento Levou...
 
68- A Queda!

quinta-feira, 3 de março de 2011

A dor de Nick Drake

Até hoje eu nunca vi uma imagem dizer tanto sobre alguém quanto a capa de Way to Blue. A cabeça baixa, como Nick Drake costumava ficar nas apresentações, os olhos entreabertos, a postura incomunicável com o público. O corpo, coberto pela absoluta timidez. Nas mãos, a oferenda. Drake era, definitivamente, um cara incomum. Tão diferente, que não vendeu quase nada em sua curtíssima carreira. Ninguém o entendeu em vida. Essa indiferença o fazia sofrer. Em sua canções uma doçura indefinível. Ele se sentia, definitivamente, vivo e aquele sentimento condensado o levou ao profundo isolamento com o mundo exterior. Se no começo da carreira Drake ainda proferia poucas palavras, no final da vida já não se dirigia a mais ninguém. Em seus três discos oficiais e outros poucos póstumos, o talento de um gênio que tornou-se referência tarde demais. 

A obra prima

Em 2000 a revista Q magazine posicionou Bryter Layter na 23ª posição entre os 100 melhores álbuns de todos os tempos. Em 2003, a revista Rolling Stone o classificou no 245º lugar entre os 500 maiores álbuns de todos os tempos.
Nick Drake - Bryter Layter (1970)
1.Introduction
2.Hazey Jane II
3.At the Chime of a City Clock
4.One of These Things First
5.Hazey Jane I
6.Bryter Layter
7.Fly
8.Poor Boy
9.Northern Sky
10.Sunday

"Um dia em Londres, o meu telefone toca e era Nick, em um telefone público, e ele estava muito agitado querendo falar comigo. E eu disse: 'Ok, venha'. E ele veio. Ele parecia terrível: seu cabelo estava sujo, a barba por fazer e as unhas também sujas. E ele usava um casaco gasto. Estava meio inseguro, muito nervoso. Sentou e imediatamente começou a falar da sua carreira, sobre dinheiro e era basicamente acusador. Dizia: 'Você disse que eu sou bom, mas ninguém me conhece, ninguém compra os meus discos. Eu não entendo. O que está errado? De quem é a culpa?'. Ele estava zangado. Eu tentei explicar que não há garantias - que você pode fazer um grande disco e que às vezes ele não vende".